Mônica Banderas

Esse blog é para constar tudo que diz respeito à vida. Poesia, arte em geral, grandes amores, notícias, resultados, animais, flores, gente, vaidades, emoções e distrações. As histórias aqui contadas são de ficção.

O mundo à parte ressurge…

7 de novembro de 2008

Dia desses, uma das personagens da localidade, fez aniversário. E foi algo grotesco. Um povo mal educado, procurando a toda hora algo pra comer, e a dona da casa, querendo que metade fosse embora para não faltar para os que ficassem. Uma organização brega demais. A casa toda sem graça, precisando de reforma e acabamento, um chiqueiro logo nos fundos, trazendo mau cheiro para os convidados e vizinhos. Ao invés de usar o dinheiro para consertar essas falhas, fica fazendo festa sem nenhum glamour e depois fica passando necessidade. Acredita que um dos membros dessa família que deu a festa, gastando um dinheiro que daria para fazer uma compra para dois meses, veio no dia seguinte pedir um pouco de ração para o cachorro porque não tinha como comprar nem um quilinho da mais vagabunda? Fiquei bege.
Esse povo parece saído de uma história surreal demais. Eles não conseguem desenvolver afeto. A filha tem a coragem de ir na casa da mãe, horas depois de ter saído do motel com o padrasto e beijar a mãe no rosto como se nada tivesse acontecido. É tão cínica que chega a dar nojo.
E essa festa já tinha ficado esquisita para mim, quando a mãe do aniversariante, falou que o motivo da festa seria “long tong”. Eu fiquei tentando descobrir o que poderia ser esse motivo. Foi quando a mulher tocou no nome do Pernalonga. Aí eu entendi que não era “long tong” e sim Looney Tunes. Imagina a cabeça dessa gente. Por que não fazer uma festa Sítio do Pica-pau amarelo? Saci Pererê, Vitória Régia, motivos indígenas, etc? Escolhem um nome cheio de dificuldades até para falar, imagina como não foi a festa… De Looney Tunes, só tinha um Piu-Piu muito dos fracos.
Enfim, a festa foi se alongando, sem nada ser oferecido, para que bastante gente desistisse e o que restou foi um bando de insistentes que já estavam com tanta fome que não tinham condições de voltar pra casa de estômago vazio, pois iriam cair no meio do caminho. E claro que o que se viu foi de doer a vista. Uma cambada de gente no mais clássico estilo medieval, disputando o que viesse na frente. Uma cena dantesca. Minha informante, ficou tão chocada que teve pesadelos.
Essa é mais uma história desse mundo à parte.

A merda de cada dia

2 de outubro de 2008

Que bom que tenho uma vida para viver mesmo que essa vida, seja, por vezes, estar diretamente ligada com excrementos dos meus animais. Enquanto limpo a sujeira dos meus bichos, penso em quão pequenos somos todos nós e na quantidade de fezes em que nos transformamos todos os dias com nossos pensamentos maldosos, nossos escarros sem direção e nossas vontades biliosas escondidas no nosso ventre para ser descarregada em terra estranha.
A humanidade sabe desde muito tempo que não caga cheiroso mas mesmo assim, ainda insiste em aviltar a vida à sua volta. Logo, as fezes contraditórias de meus animais,com seus vermes abissais, comovem a minha razão já estruturada dessa incoação, ao fato que é o principal: Paris, me espera, independente de minhas incursões aos lugares onde meus pequenos irracionais deixam seus restos orgânicos. Com alguns desses restos, fiz nascer belas rosas que enfeitam muitas mesas encantadas e até desencantadas de pessoas que debocham de quem põe a mão na massa. No meu caso, é na merda mesmo. Para os que acham que isso é triste, que chorem por mim, para os que não acham nada, continuem assim, para os que acham que isso é só mais um assunto de blog, é isso aí e para todos que vivem suas particulares vidas eu ergo um brinde.
Merde para mim!

Encantada com a vida…

30 de setembro de 2008

Em cada canto um canto
de galo, de Sanhaço,
de Sabiá, de Coleiro.

Em cada canto
o encanto de vozes naturais
nas árvores, nas gaiolas, nos quintais…
Pássaros e aves, não vivem sem cantar
Então, por que eu,
que posso até ensaiar
Vou ficar a chorar?

Eu canto, mesmo sem encantar…

Falando bobagens

25 de setembro de 2008

blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá,

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E é isso aí!

Amenidades…

1 de setembro de 2008

Quero falar de amenidades, de shoppings, de sapatos, de bolsas, de coisas bonitas, de amigos caros e raros e de conhecidos sinceros. De gente que dorme de bom humor e acorda também, gente que ri de verdade sem meios sentimentos. Caras de pau, madeira de lei, nem pensar em me relacionar, eu quero o bom do mundo, o charme, o glamour, a poesia das coisas, o designer das conversas e antes de tudo, eu quero achar a felicidade nos pequenos grandes detalhes da natureza.

Sentindo-me um Polimorfo, acrescentei à minha existência, uma trilha sonora, com muitas claves de sol, um som divino, calmo e elaborado para ouvidos exigentes. Palavras, que rimam com bolsas da Mormaíí que vi numa loja e fiquei babando, lindo saco para guardar minhas escolhas. Qualquer dia, borboletas nas sementes, espalhando letras da minha imaginação.

Minha maior angústia é dar solidariedade e não receber nada. Na verdade, nada deve-se esperar quando se doa alguma coisa mas cada vez que sai algo de você, um vazio se instala e naturalmente, você gostaria de receber uma atenção, um sorriso, um abraço, um sinal de que fez a coisa certa ou se fez a errada, tentar consertar. Amores, já nem sonho em tê-los, são grãos jogados na terra para pequenos pássaros comerem. Esse sentimento, o amor, é como trem descarrilado numa ribanceira. No fim, não sobra nada inteiro.

Os animais à minha volta, desconhecem o grande poder que têm sobre mim. Por causa deles eu acordo mais cedo do que devia, eu busco forças para cuida-los, peço a Deus coragem para mais um dia e que não falte provisões para todos. Fico alegre, quando embaixo da casa, vejo um monte de ração, uma em cima da outra, mostrando que de fome ninguém vai morrer. Eu quero ser imortal enquanto os meus animais existirem, depois que eles se forem, eu também poderei partir, já não haverá motivos para continuar. A gansa cega que depende de alguém para dar-lhe comida e água, os galos que não podem se misturar porquê podem se matar, os sinais que os bichos te dão quando têm alguma coisa errada e vírgulas e vírgulas. Por isso, eu peço a imortalidade momentânea. Depois, o fim, com a consciência limpa.

Religião e amor a Deus. Duas coisas diferentes. Religião é o social das pessoas para mostrarem umas às outras como elas se comportam diante do Todo Poderoso, amor a Deus é quando você, dentro do seu quarto ou na sua solidão, abre seu coração e fala, com a maior sinceridade das sujeiras e das belezas que você é. Deus é a maravilha da renovação dentro de cada ser humano. O caminho certo para quem quer alcançar o equilíbrio sem ter que antes perder o prumo. Deus é Pai e acolhe a todos nós sem nos causar dano.
Cheguei até aqui, na certeza de que, eu sou feliz porque amo estar sempre na presença do meu amado Deus, por poder contar pra Ele que eu errei e não quero mais errar e pedir Paz e muita saúde para continuar.
Obrigada, meu Deus.
Mônica Cristina de Oliveira.

Festas Juninas…

13 de junho de 2008

Antigamente, era uma graça passear pelas ruas do subúrbio, tinha sempre alguém que fazia uma fogueirinha para comemorar Santo Antônio, São João e São Pedro. Hoje em dia, as festas são de rua e somente para comércio. Acabou a magia dos balões bem longe, no céu, dos fogos e dos estalinhos. Ficou um vazio e uma sensação dos tempos que não voltam mais… Eu tinha uma vizinha em Vila Isabel, que fazia e soube que ainda faz, uma canjica para oferecer para todas as mulheres amigas em homenagem a Santo Antônio. E o mais engraçado, é que ela nunca casou. Mas ela nunca deixou de fazer a canjica.
Salve Santo Antônio,
São João
e São Pedro!!!

Francisco Cembranelli e a responsabilidade…

31 de maio de 2008

 

Dom Quixote Cembranelli, um homem que está revolucionando a justiça.
Sabemos que por trás da morte da menina Isabella, pode haver muito mistério. E até mesmo uma terceira pessoa, invisível, que seja. Mas, mesmo assim, Francisco Cembranelli, com a ajuda de peritos e profissionais de investigação, juntou também sua intuição e está mostrando ao País que se dependesse dele, as prisões estariam lotadas. Ele não desiste e trabalha com afinco para que o devedor pague o que deve.
De repente, surge Sanguinetti, um cara que eu respeito pra caramba, e que veio contestar todo o trabalho realizado pela perícia mas que não conseguiu tirar de Cembranelli as suas certezas. E é muito bonito, o valor que ele dá aos peritos paulistas quando defende o trabalho que foi feito e com os olhos mais charmosos do mundo, ri da incapacidade de todos aqueles que vão contra a sua acusação.
Parabéns Cembranelli, você nos faz acreditar na justiça e joga por terra, todas aquelas crenças de que o dinheiro compra tudo, até mesmo a justiça. A sua é invendável e por isso, eu o declaro Dom Quixote Cembranelli, o Cavalheiro da luz.

Esperança…

20 de maio de 2008

A vida é assim. Um dia rosa, outro azul.

Estou esperando as coisas mudarem para melhor. O céu ficar limpo, o sol clarear a escuridão, a chuva molhar a plantação. Enfim, esperando a semente brotar  e esperar até estar pronta para colher.

Estou a esperar…

A imobilidade diante da tragédia.

12 de maio de 2008

A semana passada foi triste demais. A família de Isabella Nardoni está completamente destruída. Desde a sua mãe, dolorida até os ossos, até seus acusados assassinos, pai e madrasta. Todos dignos da misericórdia de Deus. O choro da mãe, o desespero da madrasta e a incapacidade do pai de não conseguir chorar e nem demonstrar nenhuma emoção que possa comover o país. Um homem abobalhado, quase um idiota ao lado de uma mulher que também, igual a outra, a mãe da menina, escolheu o homem errado. Escolheram o cara que gosta de bater, de se impor pela força de mostrar que os argumentos que tem são máquinas de destruir e não palavras. Um imbecil que infelizmente, fez uma filha tão linda para ser destruída por ele mesmo. Agora, enjaulado como um bicho, terá tempo de escolher qual caminho irá tomar quando sair dali: pertencer a uma facção criminosa ou humildemente, procurar um caminho mais light para sua própria vida.
Mas já vi que esse tal de Alexandre Nardoni, tem uma índole parecida com a do próprio pai, um velho cínico, achando que pode tudo. Arrogante de merda. Se pelo menos agisse com inteligência, teria ensinado o filho a ser mais honesto e decente com seu proceder na vida. A filha, irmã do tal Alexandre, uma criatura com cara de bruxa má, mentirosa, falsa e que batizou a menina em nome de alguma entidade ruim, pois se batizasse em nome de Deus, não deixaria uma injustiça dessa acontecer, ficando calada e mentindo, safada.

Já o pai da madrasta, a Ana Carolina Jatobá, me deu pena. Sabe quando um pai vê sua filha convivendo com um lixo e vendo que boa coisa não vai dar, fala, dá conselhos e ela não ouve? Esse homem sabia que sua filha era um jogo na mão do Alexandre. E sinceramente, ela por não ser mais ela e sim uma marionete nas mãos da família Nardoni, entrou nessa tragédia para demonstrar o seu companheirismo e grande amor. Não teve capacidade para pensar e raciocinar, foi covarde e burra e literalmente levada a ter, não só naquele momento, mas durante toda a sua vida, um comportamento de mentirosa que aprendeu estando na companhia do Sr. Alexandre Covarde Nardoni e sua família.

Lamentavelmente, uma criança foi assassinada e isso, modificou um pouco mais o inconsciente de todos nós.

Para Isabella que não deveria ter esse sobrenome Nardoni, toda a minha oração para que Deus a ampare e que um dia, todos nós possamos nos reencontrar num plano de luz e amor.

Estou com medo…

20 de abril de 2008

Está me dando um medo enorme de viver. Com a quantidade de tragédias que estão acontecendo por aí, eu não me sinto mais segura.

Se esse pai, mesmo num momento de extrema tensão, teve a coragem de jogar a própria filha pela janela, mesmo que ele achasse que estivesse morta, eu realmente estou com medo. Medo de perder a confiança na família, nos amigos, nos mestres. Como o amor dessa criança deve estar sofrendo no infinito, o amor que foi rejeitado e maltratado por um pai. Como aquele sorriso inocente vai explicar aos anjos lá em cima, que todo o afeto que depositou nos seus familiares, foi traído? Sim, digo familiares pois a mãe também tem culpa, por não ter observado e olhado de verdade nos olhos da filha e descoberto que esses finais de semana não eram tão felizes e que acabaria sendo um dia, final de vida. Meu Deus, quanta falta de amor, de carinho e de responsabilidade. Eu não consigo nem pensar na dor dessa criança sem quase enlouquecer de dor e raiva. Quem são esses pais, essas madrastas, essas pessoas que estão aí do seu lado, comendo contigo, convivendo com seus filhos, dormindo na sua casa? Que fera se encerra no coração dessas pessoas? Será que são da mesma origem que nós? Ou será que tudo isso é um pesadelo e que vamos acordar?

A dor continua por essa criança e o pedido que podemos fazer é que Deus nos ilumine para afastar de perto de nós e de nossos entes queridos, toda essa corja de gente das quais não sabemos a procedência. Em nome de Jesus, eu peço proteção e paz.

 

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