Mônica Banderas

Esse blog é para constar tudo que diz respeito à vida. Poesia, arte em geral, grandes amores, notícias, resultados, animais, flores, gente, vaidades, emoções e distrações. As histórias aqui contadas são de ficção.

A música que entra pela janela

19 de março de 2008

Eu tenho uma vizinha do caralho. Ela tem uma barraca, dessas bem arrasadas e que tem uma máquina de música. Até aí tudo bem, mas o que mata é que essas músicas custam 50 centavos para serem ouvidas cada uma e o que tem de funk, pagode, sertanejo tocando, não está no gibi. E o pior de tudo é que esse povo ouve a música por todos os vizinhos, um volume tão alto que nem podemos assistir televisão.

A pergunta que não quer calar: por que gente imbecil tem que nascer?

O que vale a pena nessa vida…

18 de março de 2008

Vale a pena ouvir o canto dos pássaros numa manhã de outono, ouvir o barulho da chuva no telhado numa noite em que você está morrendo de sono. Vale a pena conversar com um idoso e saber como era namorar no tempo  dele, como era rezar, estudar… Vale a pena cantar no banheiro e desafinar com a corda toda, até não ter mais nota que alcance. Vale a pena ter um gato sapeca, brincalhão que não deixa você ficar em paz… Vale a pena ler um montão de livros de uma vez e embaralhar as histórias… Vale a pena caminhar com os amigos numa tarde de outono e ficar catando diversas qualidades de folhas para a coleção particular… Vale a pena trabalhar com o que se gosta e também com o que não se gosta só para poder comparar… Vale a pena cantar o Hino Nacional só para sentir o coração abrasileirar… Vale a pena acordar de manhã e ouvir o barulho de um monte de galinhas e pintos, pedindo comida e ver a alegria deles quando você os alimenta… Vale a pena jogar peteca com um bando de desajeitados só para cair na gargalhada quando erram… Vale a pena ter um blog para escrever um monte de doideiras e mostrar pro mundo… Vale a pena ter um Moleskine e usar… Vale a pena conviver com a diversidade e escolher a qualidade… Vale a pena acreditar em Deus e mais ainda ter a certeza de que Ele te olha lá de cima o tempo todo… Vale a pena ser feliz com todos os dentes ou com os caquinhos de dente… Vale a pena chorar para desabafar e depois encontrar soluções para continuar… Vale a pena cortar o cabelo, pôr uma cor inusitada e tirar uma foto e colar no diário com os seguintes dizeres: essa sou eu, hoje. Vale a pena se pendurar no telefone para falar com quem se gosta… Vale a pena rir de si próprio de vez em quando e se perdoar… Vale a pena pensar na morte, conversar com ela e marcar uma data para encontrá-la, sem medo, sem segredos, apenas boas amigas…Vale a pena VIVER e PRONTO!

A bosta da vaca, da égua e da galinha.

17 de março de 2008

Permitam-me falar de merda. Aliás, merdas. Gente, eu conheço muita qualidade de bosta mas nenhuma fede como a da galinha. Putz, que horror. E para tirar o cheiro , haja sabão, sabonete, cloro, pó de café, perfume, o escambau a quatro. Galinha na maioria das vezes, só come milho e se come outras coisas, são pequenas quireras, pedrinhas, minhoquinhas, grilos, grama, coisas comuns.

Não entendo a fedentina. De repente, alguém poderá explicar-me o porquê dessa insofisticação das penadas. É de matar.

SOBRE A INVEJA, AMULETOS E PATUÁS…

O QUE UMA PESSOA INVEJOSA GANHA? FRUSTRAÇÃO, COM CERTEZA. QUEM TEM INVEJA TEM PROBLEMA DE ACEITAÇÃO. "Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual. " UM SER HUMANO DESPROVIDO DE INVEJA É TAMBÉM INVEJADO POIS O OUTRO NÃO ENTENDE COMO ALGUÉM CONSEGUE VIVER SEM QUERER O QUE É DO OUTRO, SEM QUERER SER DETERMINADA PESSOA, COMO NÃO DESEJAR SER A COMPANHIA DO MOCINHO DA NOVELA DAS OITO? INVEJA É ALGO MUITO PERIGOSO, UMA FORÇA DE BAIXO NÍVEL QUE PODE ATÉ MATAR. UMA PESSOA COM ESSA DOENÇA DEVERIA PROCURAR AJUDA MÉDICO-PSIQUIÁTRICA IMEDIATAMENTE POIS ESSA DOENÇA COMEÇA  A MATAR QUEM A SENTE E DEPOIS, SE A PESSOA INVEJADA NÃO DESCOBRIR A TEMPO, MORRE TAMBÉM, SECA, TRISTE E AMARGURADA.

SANTOS ANJOS DO SENHOR, PROTEJA-ME DO MEU AGRESSOR, CERREM OS SEUS OLHOS, SEUS DESEJOS TIREM DOS MEUS CAMINHOS E SUAS AÇÕES, PONHAM LONGE DO MEU CORAÇÃO, EM NOME DE DEUS, PAI TODO PODEROSO + ILUMINEM MEUS CAMINHOS, TOMEM CONTA DA MINHA VIDA E PARA SEMPRE GUIEM MEUS PASSOS AO ENCONTRO DE JESUS, AMÉM!

OBRIGADA MEU DEUS POR EU SEMPRE ACREDITAR NA SUA PROTEÇÃO E AFASTAR DE MIM OS MAUS SERES HUMANOS E OS MAUS PENSAMENTOS.

O filhote de gato e a galinha encantada

15 de março de 2008

Os animais têm motivos de sobra para nos encantar, eles são pandegos por natureza, vc olha o focinho do cachorro, é achatado, a boca é um rasgão que vai de um ouvido ao outro, as patas são tortas e o gato manda ver com suas unhas nessa criatura aí de cima. A galinha, entra na sala, em busca de quireras e é surpreendida pelo cachorro e fica sem poder sair, encurralada até alguém descobrir que o cachorro está agindo diferente e tem ares de toninho malvadeza. Aí, a galinha sai da prisão e foge doida, gritando um cócócócó desesperado. A paz volta a reinar. Daqui a pouco, outra confusão, o gato filhote acaba de meter as unhas no focinho da cadela que foi cheirá-lo e ela sai ganindo com medo daquele minúsculo abusado. Na verdade, ela não entende como ela, uma cadela enorme, pode se render a umas unhinhas tão pequenas mas ao mesmo tempo, tão ferinas e felinas.

A convivência entre os animais é uma loucura, tem dia que é melhor nem acordar…

o invisível raio solar

A pele é a vítima, as rugas as marcas, o raio de sol, o vilão. Mas, vou contra isso, eu sempre defendo os motivos das reações da natureza. O homem desequilibra e sente na pele as conseqüências. E depois, sabendo que o raio solar pode fazer estrago, mesmo assim, ignoram os protetores. Quando se olham no espelho, constatam a desgraceira, pele marcada, queimada e até com caminhos para um câncer. Mas que nada, tem gente que pensa que isso é lenda e só acredita quando o médico dá o parecer. Aí é um tal de chorar e ranger de dentes. O purgatório é aqui.

Eu sempre me pergunto, o porquê do homem ser tão criativo e não ter conseguido criar uma fórmula de compensações com a natureza, derrubou uma árvore, plante outra, não polua o ar, use filtros nas fábricas, colabore com projetos sócio-ambientais, organize sua própria casa, recicle o lixo, ensine as crianças a tratar a natureza com respeito, a respeitar os mais velhos, a não jogar lixo nas ruas, a ouvir um pouco mais os sons da natureza, a olhar para as belezas mínimas naturais como por exemplo, a arquitetura de uma teia de aranha, a cor de um fungo, de uma orelha de pau, a mudança de cor nas folhas das árvores e como a chuva limpa as plantas, deixando um brilho inigualável, ensine, prospere e seja feliz. Você só precisa começar.

 

A bolsa que eu sonhei

14 de março de 2008

Eu tenho um grande defeito, gosto muito de bolsas e sapatos. Fico doida com o designer daquele sapatinho escondido lá atrás, aquele que parece que a vendedora não quer vender para ninguém e por isso é o mais caro e está lá no cantinho. Pois é, eu sou aquela que enxerga lá atrás da vitrine e que tira a calma das vendedoras. Mesma coisa com as bolsas, um monte, tudo ali na frente mas a que me interessa é a que está largada, lá na prateleira do lado do caixa.

Eu gosto de bolsa e quando cismo, tem que ser aquela. Não adianta trocar por nada, sou ranzinza e deseperada. Sapato, é como se fosse a alma dos meus pés, combina com a cor dos pés, com o formato, entende o futuro joanete e já vem preparado para sofrer, pois vou andar muito.

Se eu pudesse teria três lojas só para mim: uma livraria, uma sapataria e uma loja só de bolsas. Seria o paraíso.

Mas como isso AINDA não aconteceu, fico na dependência dos shoppings e lojas adjacentes.

Papo safado, falar de bolsas e sapatos, falei.

Por tudo de de bom

Essa chuva que cai, arrastando terra, galhos, quebrando árvores e impedindo que eu abra o portão da garagem com facilidade, é abençoada.

Ontem a pitangueira chegava estar corcunda de tão tensa de calor, hoje, só vendo a felicidade tamanha, está que não se agüenta de hidratada. Essa coisa de você enxergar além dos frutos é uma dádiva, às vezes, a gente só vê a árvore quando ela está coberta de frutas, antes era apenas uma árvore.

Procuro viver em harmonia com a natureza em todos os sentidos, observando as raízes e também os frutos, medindo o curso da água para ver até onde vai dar, copiando as cores das asas das borboletas, cronometrando os passos dos caramujos, olhando no olho do furacão para entender a sua fúria que na verdade, não está furioso, o furacão é um cara que não quer mais viver onde vive e num esforço descomunal, gira o corpo, já que não tem pernas, nem braços, usa o tronco, fazendo um estardalhaço, aí vai segurando numa casa, num carro, numa árvore, numas pessoas e sai andando, e para seu equilíbrio, ele precisa fazer um grande estrago. Entendam, ele estava doido para conhecer outros lugares, respirar novos ares e para isso, teve que ser insensível pois do contrário iria ser sempre um ventinho triste e amuado num canto.

Às vezes, para crescer, evoluir, a gente destrói muita coisa, uma família, uma amizade, um emprego, até mesmo a própria vida, isso tudo porque a alma tem que caminhar. E se você consegue enxergar as necessidades de todas as coisas, seus fundamentos e opções, você estará em harmonia com tudo isso e é aí, que está a sua grandeza. A sua confissão perante a vida vai ser uma só: eu vivi. E só.

A chuva, quando vem, por vezes, traz muitas confusões mas dá para a terra uma reserva de vida e para todos nós, seja de que forma for, uma certeza, a natureza é quem manda. Somos apenas colaboradores e admiradores de uma orquestra com instrumentos sem par.

Harmonia e paz.

Um dia igual aos outros

13 de março de 2008

Hoje, acordei com vontade de voar, igual a todos os dias. As asas invisíveis estavam lá fazendo cócegas mas conforme o dia vai andando, a coceira também passa e só fica uma sensação de vento no corpo todo, que passa também. Mas amanhã eu vou acordar com a mesma vontade e dessa vez não vai passar, eu vou voar! Vou voar, voar, voar, voar…

A palavra usada

Eu falo com a palavra macia, aquela que não fere. Eu falo com a palavra usada, batida, surrada que é mais fácil para todo mundo entender. Eu falo porque preciso encontrar o que procuro e encantar com quem achar. Eu falo porque acredito que falando, alguém vai ouvir e me dar respostas.

Enquanto falo, escrevo, respondo e proponho sempre uma história nova, com a palavra macia, com a palavra surrada pois eu preciso urgentemente, continuar a falar.

Fala, aí!

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