Mônica Banderas

Esse blog é para constar tudo que diz respeito à vida. Poesia, arte em geral, grandes amores, notícias, resultados, animais, flores, gente, vaidades, emoções e distrações. As histórias aqui contadas são de ficção.

O diário de um lugar chamado Mundo à parte.

11 de abril de 2008

Uma pessoa é o que acha que é. Uma prostituta se acha toda boa porque tem um monte de homem querendo ela. Só que, não existe a qualidade, na hora da escolha. Tenho uma amiga, aliás, duas, garotas novas, cheias de vida (na altura do campeonato, já nem sei). Elas se acham as poderosas, de chinelos. Umas meninas que podiam estar muito bem de situação mas que por serem putas-burras, dão por uma coca-cola com cachorro-quente. “Pô, vc viu o gatinho que eu peguei?”, as duas conversando. No outro dia, o cara passa por elas e nem cumprimenta e as idiotas ainda apontam pro cara dizendo, esse aí eu peguei ontem. Pode existir mulher burra assim? E elas continuam, se arrumam toda, botam um shortinho de malha bem escrota, um salto alto cheio de poeira, passam um batom bem chamativo (de preferência cor-de-rosa, pink ou vermelho-agosto de 64), um top mostrando a barriga, a calcinha enfiada na bunda e o toque que desgraça tudo: perfume frutado com melancia, fundo melancia, notas de melancia, tudo melancia. Uma bosta adocicada só. E com todos esses acessórios, seguem em frente, à cata de um bocó que queira encarar. Encontram os caras e fazem a festa. Festrash. Vai daqui, vai dali, voltam pra casa, com rímel escorrendo pelos olhos, todas duas na maior perdição e o que é pior com sarna. Passaram sarna pra família toda. Saem com esses caras que mal conseguem pagar um bom quarto de motel (bobagem minha…), vão é pro matel mesmo. E uma delas, ainda por cima, é amante do padrasto e a coitada da mãe sabe mas não pode fazer nada por não ter como trabalhar fora já que tem uma criança de colo para cuidar e é ameaçada pelo marido, o padrasto, que diz que, se ela falar qualquer coisa, vai embora e deixa todo mundo morrer de fome. Coisas do mundo à parte. Essas meninas deveriam ser encaminhadas para estudo pois, das dezenas de homens que já saíram com elas, não tem um que elas possam dizer que foi bom, elas só dizem que pegaram um filé para fazer ciúmes nas amigas mais comportadas. Com o tempo e muitas AIDS depois, saberão, se souberem, que nada disso valeu a pena como disse muito bem a puta mais antiga da localidade, toda doente, feia, largada: se eu soubesse que ia sofrer tanto no futuro, teria posto um cabresto em mim mesma. Essa é mais uma história verdadeira desse mundo à parte.

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